Este documento é o "Relatório de Práticas Jurídicas para Empresas de Grandes Modelos na Expansão Internacional 2024", focado principalmente nos diversos problemas legais enfrentados por empresas de grandes modelos ao expandir para o exterior, incluindo constituição de entidades, investimento no exterior, contratação transfronteiriça, conformidade de produtos, conformidade de dados, proteção de propriedade intelectual, suporte e colaboração jurídica, controle de exportações, entre outros aspectos. Ele fornece orientações jurídicas abrangentes e recomendações práticas para empresas de grandes modelos que buscam expansão internacional, visando ajudá-las a lidar com o complexo ambiente jurídico global e alcançar operações conformes e desenvolvimento sustentável. O conteúdo específico é o seguinte:
1. Constituição de Entidades e Design de Estrutura
- Fatores a considerar na constituição de entidades no exterior: O escopo e o modelo de negócios influenciam a decisão de constituir entidades no exterior, como aplicações ToC que podem exigir entidades no exterior devido à conformidade de dados; requisitos de conformidade do mercado-alvo (como a Arábia Saudita que exige entidades comerciais locais para atividades comerciais, e a UE com regras rigorosas sobre transferência transfronteiriça de dados pessoais); necessidades de mão de obra (negócios B2B ou ToC podem exigir equipes localizadas); integração cultural e de valores (evitar que o conteúdo do modelo viole tabus culturais); conveniência de fluxo de fundos (considerando controles cambiais); necessidades de financiamento e listagem (impactando o design da estrutura e a revisão de conformidade); e custos operacionais (incluindo várias despesas, exigindo decisões cautelosas quando os custos são altos).
- Fatores para escolher um país anfitrião ideal: É necessário considerar de forma abrangente o grau de abertura e o ambiente de negócios (barreiras de entrada para investimento estrangeiro afetam os custos de constituição e o desenvolvimento da empresa); políticas de incentivo ao investimento estrangeiro (como isenções fiscais, verificando informações para evitar perdas); estabilidade política e econômica (observando a situação política e econômica do país-alvo e suas relações com a China); ambiente de negócios (incluindo o estado de direito, impactando as operações e custos da empresa); infraestrutura (variando conforme o modelo de negócios); e requisitos e custos de conformidade (evitando perder vantagem competitiva devido a altos custos de conformidade ou requisitos complexos).
- Tipos e características de entidades no exterior: Escritórios/representações são adequados para expansão de mercado em pequena escala, com constituição simples, mas atividades limitadas; filiais podem celebrar contratos, mas não têm personalidade jurídica independente, com riscos de dívida podendo ser transferidos para a matriz; empresas de capital são comuns e têm personalidade jurídica independente, podendo ser subdivididas conforme a lei local; empresas de controle indireto podem ser estabelecidas por meio de acordos de controle ou trusts, para isolamento de riscos, mas com considerações especiais.
- Isolamento e arranjos de transição entre entidades domésticas e no exterior: Deve haver isolamento entre entidades domésticas e no exterior para prevenir riscos de sanções, controle de exportações e conformidade de dados, mas isso pode afetar a identificação de ativos durante financiamento e listagem. Na fase de transição, é necessário evitar expor conexões internas e externas, adotando medidas como evitar o uso de marcas e nomes comerciais domésticos e realizar transações de ativos após o término.
- Estabelecimento de entidades no exterior por meio de modelo de controle por acordo
- Caminho básico: Encontrar um trustee adequado (não cidadão chinês continental, confiável, com boa situação financeira e familiar) e, em seguida, assinar um acordo de controle (especificando a titularidade dos direitos de propriedade, responsabilidade pelo aporte de capital, titularidade e exercício do controle, remuneração do trustee, disposições de rescisão do acordo e responsabilidade por violação) e, finalmente, estabelecer a entidade no exterior em nome do trustee (de preferência com uma subsidiária abaixo).
- Vantagens e desvantagens: Vantagens são baixo custo e informações ocultas; desvantagens são a incapacidade de evitar riscos se descoberto, riscos de reconhecimento legal no país anfitrião e alto risco de segurança de ativos.
- Impacto na listagem da empresa: A listagem exige a divulgação do acordo de controle; em alguns casos, a titularidade indireta de ações de subsidiárias no exterior pode ser mantida, mas deve atender a certas condições e garantir conformidade.
- Estabelecimento de entidades no exterior por meio de modelo de trust
- Vantagens e desvantagens: Vantagens são a proteção legal dos direitos do instituidor/beneficiário pelo trust, ocultação do caminho de investimento e isolamento eficaz de riscos; desvantagens são o alto custo de constituição (em termos de tempo e dinheiro) e o possível conflito entre a natureza do trust e os requisitos de gestão.
- Caminho básico: Escolher um trustee adequado (instituição licenciada ou trust privado, cada um com prós e contras), assinar documentos do trust e transferir ativos (garantindo legalidade, conformidade e planejamento tributário) e, em seguida, estabelecer a entidade no exterior (escolhendo local e forma de registro adequados com base em múltiplos fatores).
- Riscos e respostas: O risco de reputação do trustee pode ser tratado por meio de seleção criteriosa, mecanismos de supervisão e definição clara de obrigações e responsabilidades; o risco de "desconsideração" do trust requer escolha razoável do país anfitrião, definição clara de autoridade de gestão e auditoria de conformidade; o risco de conformidade tributária requer ampla consulta a profissionais, revisão periódica do impacto tributário e cumprimento das obrigações de divulgação de informações.
- Fatores tributários na constituição de entidades
- Foco do planejamento tributário para empresas em expansão internacional
- Design de estrutura tributária multinacional: Escolher jurisdições fiscais adequadas (considerando taxas, necessidades de negócios, localização geográfica, etc.), estabelecer holdings, subsidiárias ou filiais (com base no número de países anfitriões, planejamento de negócios, etc., cada forma com características próprias) e usar acordos fiscais para reduzir o risco de dupla tributação (observando as condições relevantes nos acordos).
- Conformidade tributária e gestão de riscos: Compreender profundamente as leis tributárias do país-alvo (incluindo ambiente regulatório, acordos fiscais, etc.), estabelecer um sistema sólido de conformidade tributária (desenvolver políticas, otimizar processos, estabelecer mecanismos de alerta precoce de riscos, etc.) e realizar avaliações e respostas periódicas de riscos tributários (treinar talentos, realizar autoinspeções e correções, estabelecer mecanismos de comunicação, etc.).
- Regras de gestão tributária em países/regiões específicos: Coordenação entre impostos federais e estaduais nos EUA (evitar dupla tributação, considerar deduções estaduais do imposto federal e créditos fiscais), com regras claras para créditos fiscais no exterior; unificação e diferenças coexistem nas leis tributárias da UE (unificação em vários aspectos, diferenças em alíquotas, etc.), com várias políticas de incentivo fiscal para fusões de empresas multinacionais e implementação do imposto mínimo global a partir de 2024; o sistema tributário de Cingapura é territorial, com baixas alíquotas e várias políticas de incentivo, e possui acordos fiscais com muitos países; a Arábia Saudita tributa diferentes entidades com diferentes impostos, com regras específicas para imposto de renda corporativo e alíquotas padrão para imposto de retenção na fonte sobre dividendos, etc.
2. Aprovação de Investimento no Exterior e Estrutura de Financiamento no Exterior
- Processo de aprovação e supervisão de investimento no exterior para empresas chinesas
- Registro (ou aprovação) junto ao órgão de comércio: O investimento no exterior é gerenciado por registro e aprovação, com aprovação aplicável a países e setores sensíveis, e registro para outros. A aprovação requer solicitação ao Ministério do Comércio ou ao órgão provincial de comércio, e o registro resulta no "Certificado de Investimento no Exterior para Empresas", válido por 2 anos, com investimentos conjuntos tratados com base na participação acionária ou no valor do investimento.
- Registro (ou aprovação) junto à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR): O investimento no exterior requer procedimentos relevantes, com aprovação para projetos sensíveis e registro para não sensíveis, com documentos de aprovação e notificações de registro válidos por 2 anos, e investimentos conjuntos tratados com base no valor do investimento.
- Registro cambial: Após obter o registro (ou aprovação) do investimento, é necessário registrar-se na agência cambial local, e com os documentos de aprovação e certificado de registro, proceder à remessa de fundos no banco, que verificará o valor total dos fundos.
- Tipos de estrutura societária e fatores de seleção
- Tipos comuns: Estrutura doméstica (entidades de financiamento e operação ambas no país, incluindo estruturas de capital nacional e joint venture), estrutura de capital vermelho (entidade de financiamento no exterior, entidade operacional no país, dividida em grande e pequeno capital vermelho, este último com controle acionário e por acordo) e estrutura no exterior (pessoas físicas não chinesas estabelecendo empresas no exterior para financiamento e operação).
- Fatores de seleção: Acesso ao investimento estrangeiro (se o negócio envolve áreas proibidas para investimento estrangeiro, pode-se escolher estrutura de capital nacional ou VIE), local de listagem (listagem no exterior pode usar estrutura de capital vermelho ou, se atender condições, listagem direta em Hong Kong), planejamento tributário (Ilhas Cayman e BVI podem ser usados para evitar impostos) e local principal de operações (negócios predominantemente no exterior podem escolher estrutura de capital vermelho ou no exterior).
- Etapas habituais para construir uma estrutura de capital vermelho
- Diferenças entre grande e pequeno capital vermelho: No grande capital vermelho, a entidade de listagem no exterior está registrada no exterior, com principais negócios e ativos de entidades domésticas, e o controlador real é uma instituição doméstica; no pequeno capital vermelho, a entidade de listagem no exterior também está registrada no exterior, com principais negócios e ativos de entidades domésticas, e o controlador real é uma pessoa física doméstica. A construção do pequeno capital vermelho escolhe controle acionário ou por acordo (estrutura VIE) com base no setor, e empresas privadas domésticas devem construir estruturas de capital vermelho do tipo controle acionário sob certas condições.
- Fluxo operacional: A construção inicial da estrutura offshore inclui acionistas pessoas físicas domésticos detendo ações na empresa doméstica, estabelecendo SPVs no exterior (geralmente em BVI), constituindo conjuntamente uma plataforma de financiamento no exterior (geralmente nas Ilhas Cayman) e abrindo contas, enquanto registram-se sob o Artigo 37; em seguida, uma empresa de Hong Kong é estabelecida sob a plataforma de financiamento no exterior; no modelo de controle acionário, a empresa de Hong Kong adquire ou estabelece uma WFOE para controlar as ações da entidade operacional doméstica; no modelo VIE, a empresa de Hong Kong estabelece uma nova WFOE e assina acordos VIE para controle indireto.
3. Conformidade com a Legislação Trabalhista Transfronteiriça
- Modelos existentes e características de arranjos de contratação transfronteiriça
- Contratação direta no exterior: Estabelecer filiais ou subsidiárias no exterior para contratar funcionários diretamente, facilitando gestão e expansão de mercado, mas com altos custos de gestão e conformidade legal.
- Terceirização: Terceirizar negócios ou funções para provedores de serviços no exterior, reduzindo custos, aumentando flexibilidade e diminuindo riscos, mas podendo perder controle sobre negócios principais e depender da qualidade do terceirizado.
- Trabalho temporário: Enviar funcionários para o exterior por meio de agências de trabalho temporário, com alta flexibilidade, mas enfrentando problemas de conformidade trabalhista e complexidade na proteção dos direitos dos funcionários.
- Contratante independente: Assinar contratos com pessoas físicas ou empresas no exterior para concluir trabalhos específicos, permitindo que a empresa encontre talentos rapidamente e controle custos, mas exigindo garantia da independência do contratante e com controle limitado sobre seu trabalho.
- Trabalho remoto: Usar tecnologia da internet para permitir que funcionários trabalhem remotamente no exterior, reduzindo custos, aumentando satisfação e expandindo o pool de talentos, mas com desafios como diferenças de fuso horário.
- Joint venture: Investir conjuntamente com empresas locais no exterior para estabelecer uma nova empresa para operações e gestão, aproveitando recursos e conhecimento de mercado locais e compartilhando riscos, mas podendo haver conflitos de gestão e cultura.
- Franquia: Autorizar empresas no exterior a usar a marca etc. para operar, permitindo rápida expansão de mercado e redução de riscos, mas com controle e supervisão limitados sobre o franqueado.
- Riscos legais envolvidos em arranjos de contratação transfronteiriça e respostas
- Fase de assinatura do contrato: Enfrenta riscos como conformidade trabalhista (grandes diferenças nas leis trabalhistas de diferentes países), cláusulas contratuais pouco claras, tipo de contratação incorreto (afetando tratamento tributário etc.), privacidade e proteção de dados (cumprir regulamentações locais), discriminação e igualdade de emprego (evitar discriminação na contratação), seguro social e benefícios (grandes diferenças entre sistemas de países), riscos tributários (considerar dupla tributação), questões de imigração e visto (garantir status legal de trabalho dos funcionários) e cláusulas de rescisão e término de contrato (devem ser razoáveis e legais).
- Fase de execução do contrato: Precisa monitorar riscos como conformidade trabalhista (cumprir regras de horas de trabalho, remuneração etc.), condições e ambiente de trabalho (fornecer ambiente seguro), remuneração e benefícios (pagar e gerenciar conforme regras), demissão e dispensa de funcionários (seguir procedimentos e requisitos legais), proteção de dados e privacidade (proteger informações pessoais dos funcionários), saúde e segurança dos funcionários (prevenir riscos), alterações contratuais (realizar de forma legal e conforme), conformidade tributária e de seguro social (declarar e pagar corretamente), questões de imigração e residência (garantir residência legal dos funcionários) e disputas trabalhistas (comunicar e negociar para resolver em tempo hábil).
- Fase de resolução de disputas: Enfrenta riscos como diversidade e conflito de sistemas legais (grandes diferenças entre sistemas legais), questões de jurisdição (dificuldade em determinar o tribunal competente), dificuldades de coleta de provas (diferentes requisitos e padrões de aceitação de provas), desafios de procedimentos legais e prazos (regras diferentes em cada país), diferenças nos padrões de indenização e riscos de indenização (padrões diferentes em cada país), limitações de conciliação e mediação (limitadas em alguns países), dificuldade de reconhecimento e execução de sentenças arbitrais (podem não ser reconhecidas ou executadas), riscos de relações públicas e reputação (manuseio inadequado pode afetar a imagem da empresa) e desafios nas relações de emprego subsequentes (dificuldade em restaurar a confiança).
- Recomendações de conformidade: Incluem conformidade no estabelecimento da relação de trabalho (entender regulamentações locais, determinar a relação de emprego etc.), treinamento e avaliação de desempenho (realizar treinamento direcionado, definir metas de avaliação de desempenho etc.), conformidade salarial (evitar disputas trabalhistas, considerar modelos de pagamento único ou separado e responsabilidade da empresa), conformidade com seguro social (pagar seguro social conforme a lei, lidar com disputas e indenizações relacionadas, considerar seguro complementar), conformidade tributária (lidar com questões tributárias, estabelecer sistema de gestão de conformidade etc.) e controle de funcionários (desenvolver políticas, monitorar projetos, estabelecer mecanismos de comunicação etc.).
- Identificação e aplicação da lei em relações de trabalho com elementos estrangeiros
- Pontos de identificação: A confirmação de "relação de trabalho" requer que o trabalhador realmente preste trabalho e que o contrato escrito seja uma prova forte; trabalhadores estrangeiros precisam de permissão para trabalhar, caso contrário, a relação é tratada como de prestação de serviços; a determinação de "elemento estrangeiro" baseia-se em fatores transfronteiriços como nacionalidade das partes; as relações de trabalho com elementos estrangeiros podem ser divididas em dois tipos com base no local de trabalho do trabalhador, e é necessário distinguir de relações jurídicas semelhantes (como a relação entre escritórios de representação de empresas estrangeiras na China e trabalhadores chineses, e disputas de trabalho no exterior).







