Neste último mês, a guerra comercial entre China e EUA tem sido como uma montanha-russa.
Assim que Trump brandiu o porrete das tarifas, a China respondeu com uma lista de sobretaxas.
É como dois mestres em duelo: você me apunhala, eu te retribuo com uma estocada.
Fonte: Internet
O "triplo golpe" de Trump: empresas chinesas fazem contas à meia-noite
Tudo começou em 1º de fevereiro. Trump assinou uma ordem executiva anunciando uma tarifa de 10% sobre produtos chineses. Na época, muitos vendedores suspiraram aliviados: "Pelo menos não são os 60% que se especulava".
México e Canadá também não escaparam: a tarifa de 25% foi restaurada sem aviso.
Comunicado oficial da Casa Branca anuncia aumento de tarifas
Apenas 26 dias depois, Trump lançou um novo aviso: a partir de 4 de março, mais 10%, elevando a taxa total para 20%.
Fonte: BBC
A justificativa da Casa Branca soa nobre: "Para impedir que o fentanil entre nos EUA". Mas qualquer um percebe que é apenas um verniz para a guerra comercial. Analistas apontam: em 2 de abril, os EUA ainda vão impor "tarifas recíprocas"; essa jogada atual é pura preparação.
Os mais prejudicados são os vendedores de comércio eletrônico transfronteiriço. Um produto que antes custava 100 dólares agora exige 20 dólares extras só em tarifas. Alguns pequenos empresários passaram a noite na calculadora e descobriram que, mesmo aumentando o preço em 10%, os pedidos cairiam 30%.
Comunicado oficial da Casa Branca (trecho)
Lista de retaliação chinesa revelada: ataca diretamente as "artérias" da economia americana
A China também apresentou uma lista de "ataque preciso". Mirou diretamente no calcanhar de Aquiles da economia americana: carvão e gás natural liquefeito receberam tarifas de 15%, enquanto petróleo bruto, maquinário agrícola, veículos off-road de grande cilindrada e picapes levaram uma "martelada" de 10%.
Qualquer um percebe que é um golpe nas indústrias centrais dos EUA. Por exemplo, as picapes: no ano passado, os EUA venderam quase 3 milhões de unidades, verdadeiros "carros nacionais". Agora, cada Dodge Ram importado para a China terá um custo extra de quase 5.000 dólares em tarifas.
Mais cruel ainda é o setor de energia. No ano passado, os EUA exportaram 12 bilhões de dólares em gás natural liquefeito para a China. Essa sobretaxa transforma os contratos de longo prazo dos traders em batatas quentes.
Essa retaliação não foi decidida de improviso. Leis como a Lei de Tarifas e a Lei de Comércio Exterior são claras, e a lista de produtos taxados é precisa até o décimo dígito do código aduaneiro.
Comunicado da Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado
Guerra de longo prazo começa: esses sinais são mais letais que as tarifas
Não se deixe enganar pelo barulho atual; o que realmente importa são estas duas tendências:
Primeiro, Trump claramente quer usar as tarifas como uma "arma de longo prazo". Em 2 de abril, pode haver novas ações, forçando a China a ceder em questões como o controle do fentanil. Essa tática de "cortar com faca cega" é mais desgastante do que um aumento único de tarifas.
Segundo, a cadeia de suprimentos global está passando por uma grande reformulação. Com a entrada em vigor do acordo RCEP, as vantagens tarifárias com ASEAN, Japão e Coreia do Sul são tentadoras. Um empresário calculou: transferir parte da produção para o Vietnã e exportar para Japão e Coreia via RCEP pode ter um custo total menor do que enfrentar as tarifas americanas.
Fonte: Internet
Considerações finais
Esta guerra tarifária já não é mais um simples "você aumenta, eu retalio".
Por trás disso, está o buraco fiscal de 1,8 trilhão de dólares dos EUA e o gargalo da modernização industrial chinesa.
Para os comerciantes comuns, reclamar das políticas não adianta; o importante é mudar as rotas durante a noite. Afinal, no fogo cruzado da guerra comercial, quem sobrevive não é necessariamente o maior navio, mas aquele que vira mais rápido.
(Nota: As informações deste artigo são compiladas de reportagens públicas; os detalhes das políticas estão sujeitos aos comunicados oficiais.)



