Nos últimos dois anos, o mapa de internacionalização de muitas empresas ganhou uma nova coordenada: a Arábia Saudita. Seu poder de consumo, investimento em infraestrutura e estrutura populacional são realmente impressionantes. E neste momento, talvez seja uma boa oportunidade para empresas chinesas entrarem na Arábia Saudita.
De acordo com o "Livro Branco de Internacionalização da Arábia Saudita 2025" publicado pela Horizons, compilamos um guia operacional voltado para empresas, abrangendo desde barreiras políticas e custos de mão de obra até regras de visto e hábitos de pagamento, na esperança de ajudar todos a evitar as armadilhas iniciais de "não se adaptar ao ambiente local".
Fonte da imagem: Horizons "Livro Branco de Internacionalização da Arábia Saudita 2025"
△ Controle acionário estrangeiro
O governo saudita tem agido de forma intensa nos últimos anos, especialmente no contexto da "Visão 2030", transformando a "atração de investimento estrangeiro" em uma estratégia nacional.
A mudança mais evidente é que as empresas estrangeiras agora podem ter 100% de controle acionário, sem a necessidade de um sócio local; também podem usufruir de benefícios como isenção fiscal por 5 anos, redução de tarifas de importação e incentivos fundiários.
Se o setor de atuação não for sensível (como tecnologia digital, manufatura, saúde, etc.), praticamente não há grandes barreiras de investimento. Desde que não envolvam defesa, exploração de petróleo ou desenvolvimento imobiliário em Meca e Medina, as empresas estrangeiras podem desfrutar basicamente do mesmo tratamento que as empresas locais.

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△ Mercado de trabalho
Vejamos o mercado de trabalho. O ajuste estrutural na Arábia Saudita tem sido muito evidente nos últimos anos. No quarto trimestre de 2024, a taxa de desemprego entre cidadãos sauditas caiu para 8,0%, e a participação feminina no mercado de trabalho também aumentou rapidamente. Percebe-se claramente que setores como energia renovável, economia digital, IA e fabricação de veículos elétricos estão em plena "disputa por talentos".
Em termos salariais, também é possível observar tendências. Por exemplo, no setor de petróleo e gás, o salário anual fica entre 90.000 e 250.000 dólares; em energias renováveis, entre 70.000 e 180.000 dólares; em TI e IA, entre 60.000 e 150.000 dólares; e até mesmo no setor de turismo e entretenimento, os salários variam de 35.000 a 90.000 dólares. Se a empresa precisar enviar profissionais técnicos ou gerenciais para a Arábia Saudita, essa faixa salarial não é baixa, mas comparada ao potencial do mercado, ainda há espaço para operação.

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△ Aspectos trabalhistas
Em relação à conformidade trabalhista, a Arábia Saudita também exige detalhes. Por exemplo, o contrato de trabalho deve ser por escrito em árabe (pode ser acompanhado de tradução em inglês), e o período de experiência não pode exceder 90 dias. Podem ser firmados contratos por prazo determinado (máximo de 2 anos, renováveis uma vez) ou contratos por prazo indeterminado.
O salário deve ser pago obrigatoriamente por meio do sistema oficial de proteção salarial WPS, com depósito até o dia 1º do mês seguinte. As horas extras são limitadas: no máximo 2 horas por dia e 120 horas acumuladas por ano. O pagamento de horas extras é calculado em 150% do valor normal, e 200% em feriados. O regime trabalhista saudita é basicamente o mesmo para funcionários estrangeiros e locais, com pequenas diferenças em setores especiais como trabalho doméstico.

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△ Custos de contratação
Do ponto de vista do empregador, os custos com pessoal também precisam ser orçados antecipadamente. A taxa anual de residência para funcionários estrangeiros é de 650 Riyals sauditas, e a taxa de permissão de trabalho é de 2.400 Riyals sauditas. Se o funcionário trouxer familiares para a Arábia Saudita, cada familiar precisa pagar uma taxa de cota adicional de 4.800 Riyals sauditas por ano.
Outro ponto digno de nota: se o número de funcionários estrangeiros na empresa exceder o de funcionários locais, o governo cobrará uma "taxa de cota" de 9.600 Riyals/ano/pessoa; caso contrário, será de 8.400 Riyals. Portanto, recomenda-se que as empresas equilibrem a estrutura de contratação desde o início, para não terem os custos gerais superiores ao esperado por negligenciarem essas despesas.

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△ Vistos + Benefícios
Atualmente, a Arábia Saudita não cobra imposto de renda pessoal, o que é uma vantagem para empresas em expansão internacional. Salários e rendimentos de serviços dos funcionários não precisam ser tributados. No entanto, é importante observar que, se a pessoa enviada atuar como membro do conselho de administração na Arábia Saudita e não for de nacionalidade saudita, a renda do conselho estará sujeita a um imposto retido na fonte de 20%.
Em relação aos vistos, o visto de trabalho na Arábia Saudita é denominado "Iqama", com validade geralmente de 1 a 2 anos. Talentos de alto nível, como nas zonas especiais como NEOM, podem solicitar vistos de até 5 anos.
A solicitação do visto é dividida em três etapas: primeiro, o empregador solicita pré-aprovação através do sistema Mudad; segundo, o funcionário registra dados biométricos na embaixada saudita em seu país de origem; terceiro, dentro de 14 dias após a entrada no país, realiza a coleta de impressões digitais e recebe o cartão Iqama. Se o funcionário trouxer familiares para a Arábia Saudita, o salário mensal deve ser de pelo menos 4.000 Riyals, e o empregador deve estar disposto a arcar com as despesas de residência dos familiares.
Quanto aos benefícios dos funcionários, o sistema de férias na Arábia Saudita parece bastante formal: após um ano de trabalho, tem direito a 21 dias de férias anuais; após cinco anos, aumenta para 30 dias. A licença médica é de 30 dias por ano, sendo os primeiros 20 dias com 100% do salário e os últimos 10 dias com 75%. As funcionárias têm direito a 10 semanas de licença-maternidade integral e 24 meses de uma hora diária de amamentação. Os funcionários homens têm direito a 3 dias de licença-paternidade integral. Além disso, existem regulamentações para licença-casamento, licença-luto, licença para peregrinação (Hajj), aplicáveis tanto a funcionários estrangeiros quanto locais.

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△ Aspectos de pagamento
Quanto à vida local na Arábia Saudita, o sistema financeiro e de pagamentos é bastante digitalizado. Basicamente, desde grandes shoppings até táxis e barracas de rua, é possível usar STC Pay, cartão Mada, e o Apple Pay também tem alta penetração.
Recomenda-se abrir uma conta bancária logo após a chegada. Os bancos locais exigem documentos como passaporte, Iqama, carta do empregador e comprovante de salário, com depósito mínimo de 1.000 Riyals sauditas. Se a empresa tiver necessidade de pagamentos transfronteiriços, também pode optar por contas em várias moedas (suportando SAR/USD/EUR).

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△ Palavras finais
De modo geral, este é um momento crucial para as empresas se posicionarem na Arábia Saudita:
Políticas macroeconômicas favoráveis, grande espaço de mercado, infraestrutura digital sólida, especialmente em setores não petrolíferos como energia renovável, automóveis, manufatura, TI e educação, as oportunidades são muito maiores do que se imagina.
No entanto, a Arábia Saudita é um país com regras claras e execução rigorosa. A conformidade na implantação, o cálculo preciso dos custos e o conhecimento das regras de contratação são muito mais importantes do que simplesmente seguir a tendência.
Se você está considerando o mercado saudita, esperamos que este guia ajude a evitar alguns desvios e permita que dedique mais tempo ao próprio negócio.



