O setor de live commerce no Brasil apresentou mais uma vez resultados impressionantes.

Bianca Andrade (nome de usuário Boca Rose), a principal streamer de vendas ao vivo do TikTok no Brasil, atraiu 1,1 milhão de espectadores em uma transmissão de 4 horas recentemente, vendeu 64 mil produtos e ultrapassou US$ 900 mil em vendas (aproximadamente RMB 6,46 milhões).

Em apenas 10 minutos após o início da transmissão, as vendas já ultrapassaram 1 milhão de reais; após 20 minutos, algumas tonalidades de base já estavam esgotadas. Esse desempenho excepcional mais uma vez mostrou o enorme potencial do live commerce brasileiro.

 

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O surgimento do live commerce no Brasil já dava sinais há algum tempo.

Já em2023, dados de pesquisa da McKinsey mostravam que o Brasil já ocupava o segundo lugar mundial em live commerce, interação ao vivo e vendas ao vivo, atrás apenas da China.

Segundo dados da empresa de pesquisa de mercadoGrand View Research, o mercado de live commerce brasileiro deve atingir US$ 151 milhões em 2024 e chegar a US$ 488 milhões até 2030, sendo uma das taxas de crescimento mais rápidas entre os principais mercados globais.

 

Fonte da imagem:Grand View Research

O boom do live commerce no Brasil não é por acaso, mas está intimamente ligado aos hábitos dos consumidores locais. Os brasileiros são entusiastas das compras online, especialmente após a pandemia, quando o hábito de consumir online foi consolidado.

Em 2023, o número de novos usuários de compras online no Brasil cresceu 32%, colocando o país entre os líderes mundiais.

Atualmente, entre os mais de 200 milhões de habitantes do Brasil, cerca de 91,3 milhões são usuários ativos de compras online. O ticket médio subiu de 492,4 reais em 2024 para 539,28 reais este ano, demonstrando forte poder de consumo.

Mais importante ainda, os brasileiros são naturalmente apaixonados por socialização, o que oferece um terreno fértil para o desenvolvimento do live commerce.

Mesmo antes da introdução do modelo de transmissão ao vivo, os brasileiros já demonstravam grande interesse por diversas redes sociais, desde o antigo Orkut até o atual TikTok.

Etienne, CPO da plataforma latino-americana de live commerce Mimo Live Sales, comentou: “No Brasil, o tamanho do live shopping pode até superar o do e-commerce tradicional.”

 

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Segundo informações,o TikTok já se tornou a principal plataforma de live commerce no Brasil. Em maio deste ano, o TikTok Shop entrou oficialmente no mercado brasileiro e, em apenas 60 dias, o segmento de transmissões ao vivo apresentou crescimento explosivo.

De acordo com dados oficiais, as lojas de alto desempenho do TikTok Shop Brasiltiverammédia de vendas mensais que saltou de 1,8 milhão de reais em maio para 2,4 milhões de reais em julho. A proporção de lojas com vendas acima de 2 milhões de reais subiu para 31%, e metade dos criadores de transmissões ao vivo atingiu vendas mensais entre 50 mil e 100 mil reais.

No TikTok, vários streamers influentes estão surgindo. Além de Bianca Andrade, Rafael Santos, com cerca de 25,7 milhões de seguidores, é outro destaque. Atualmente, seus vídeos já acumulam mais de 760 milhões de curtidas.

Rafael cria principalmente conteúdos de comédia, tutoriais de maquiagem e vlogs de vida, recomendando produtos de moda e beleza de forma natural e bem-humorada durante as transmissões ao vivo, impulsionando as vendas.

 

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Outro streamer influente, Luva (conta @luvadepedreiro), também tem quase 25 milhões de seguidores. Ele fez a transição de dançarino para streamer de vendas ao vivo, exibindo produtos enquanto dança, um estilo único que torna suas transmissões extremamente populares, com dezenas de milhares de espectadores por transmissão.

 

Fonte da imagem:EchoTik

Com o impulso desses principais streamers e plataformas, o potencial do mercado de live commerce brasileiro continua a ser liberado.

Atualmente, o Brasil já é o terceiro maior mercado global do TikTok, atrás apenas da Indonésia e dos Estados Unidos.

Este mercado de 200 milhões de habitantes está se tornando gradualmente um campo experimental dinâmico de live commerce na América do Sul. É de se esperar que surjam mais influenciadores como Bianca Andrade, mudando continuamente o cenário do varejo brasileiro.